LA ISLE

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Laisle/nofuture - 2009-01

A dissolução do tempo. Onde a visão impõe o  presente hiper valorizado, que esvazia a razão e gera a  ausência de sentido e o esvaziamento de expectativas. Natureza X tecnologia, hiper informação, uma intensa necessidade de controle de fatos e imagens, que geram uma auto-referencia ampliada e narcisista até alcançar a dissolução da identidade.
A impossibilidade de idealização desse mundo em paralelo a condição de idealização de realidades continuas, e criação de imagens do artista. O inconformismo do dito artista que sempre se coloca numa busca de um dito mistério, na criação desse mistério. Apenas para alimentar o impulso de criar, de sobrepor sombras, sombras de tempo e de sentido, sombras estéticas. Apresentamos coisas reais ditas obras de arte, como um hiato entre a imitação cínica da realidade, e a duplicação dessa realidade como reafirmação de um sentido intangível. Esses jogos de sentidos se apresentam em vídeos, instalações, pequenas mágicas que se transfiguram, relativizando assim o texto, a natureza, a cor, o som, e gerando aparições transitórias como  pedaços ou blocos de manifestações artísticas. Todos os trabalhos jogam com as expectativas de alcançar um sentido imenso de  idealização, onde a mensagem gera inconformismo, que jorra para experiências com imagens onde  todos exploram sua relação com o digital q duplica a imagem do real do  presente no instante do agora. Onde esse futuro na imagem nunca chega. Pois a imagem sempre esta no lugar do passado como imagem produzida, idealizada e  editada. A imagem se pretende futuro, mas fica presa no passado como pixel e nunca retorna ao presente.Esse presente da imagem não esta presente nos trabalhos apresentados, mas apenas idealizações e aparências de um sentido que não é um lugar comum do sentido. Esse dito sentido comum, nem sequer existe, no terreno da arte os sentidos se recriam e dissolvem a cada nova interpretação da realidade criada como obra. Resíduos de realidade, resíduos de tempo, resíduos de significação, a busca de não se subjugar em nenhum lugar cômodo na estética.

Curadores
Carlo Sansolo
Érika Fraenkel