|
Programa
Ben Coonley (Brooklyn, NY) “One Trick Pony” DV, 4:50
Introduz a audiencia ao poney falante, que da acompanhamento musical para uma série de lições de dança country texanas.
Venus poseída por el espíritu de Aznar en cocina de casa ocupada
2 minutos. Mini-dv pal. Madrid 2002
La deriva histórica se ha materializado en la cocina de nuestra casa ocupada. Vivo en una ciudad donde los gobiernos son elegidos en función de la política inmobiliaria, una ciudad donde tener una vivienda digna se ha convertido en una tarea herculiana. En una ciudad donde la necesidad de encontrar espacios vitales donde crear, amar, vivir es una urgencia. Venus baila en la cocina. Es sorprendida por el mortal Aznar, que aprovechando un descuido de la diosa y adueñándose de su voluntad, proclama a los cuatro vientos y en italiano: “io sonno il capone di la mafia”.
Masayuki Kawai - About a Theological Situation in the Society of Spectacle 6'30", sound, 2001
Estrelas de TV e Mikados são importantes are não como símbolos, mas como uma analogia para ser referida. A imagem citada da Sociedade do Espetáculo se alucina e se arruína, por usar deliberadamente a imitação da imagem da mass-media.
André Sheik Janelas, 1:30 2003.
"Janelas" joga com a dúvida entre o olhar do artista e o do espectador. Jogo de espelhos? Televisões são aberturas para um mundo fictício, mas que refletem, literalmente, um mundo real. "Janelas" se relaciona com "AsMeninas", de Velasquez. Como distinguir o simulacro da realidade? Como acreditar nos próprios olhos que nos enganam? São Tomé que me perdoe, mas não trago a resposta!
Pascal Lièvre «Lacan Dalida» , Paris, video, 2001, 6:00*
Na grande tela duas silhuetas interpretam um karaoke post-mortem. Um pedço do seminário VII do Lacan é cantado no tom da "Mourir sur Scène" (literalmente morrer no palco) de Dalida. Este filme mostra a articulação de linguagem e estruturada musica popular e as palavras de um dos mais sofisticados pensadores. E ao mesmo tempo apresentando uma transferência psicanalítica espectral.
Leonardo Galvão MasturbaCão (“Masturbaddog”) 3:00 2003
Vídeos extraídos da internet que, recombinados e renomeados, passam a resignificar os discursos intencionais desses vídeos. As possibilidades dessas combinações são imensas e causam-nos estranhezas. Ao criar poeticamente o neologismo “MastubaCão”*, o ato da masturbar-se adquire muito mais que um processo de expelir esperma sem penetração gerando um prazer pessoal, mas abre a interpretação para aquela resignificação não determinada: a criança e o cachorro somados à anatomia cultural do hedonismo no ocidente.
Carlo Sansolo - A Rede 2003 (4:20 min). Imagens de arquivo.
Vídeo sobre armadilhas e disfarces, tão comuns para mim e para você, na nossa vivência cotidiana e profissional.
Erika Fraenkel - Porque eu quero surpreender (because I want to surprise) uma homenagem a yves klein 2002 (5:00)- A subida vertiginosa do artista pelo dorso até a cabeça, como um processo de ir do contido ao incontido, do intestino ao cérebro, resgatando as utopias presentes biologicamente em seu corpo-arte.
Vídeo essay vídeos de Hong Kong
Projeto de colaboração entre ensaístas e vídeo artistas.
Textos das sinopses destes vídeos por Érika Fraenkel
Young Hay/ Chan Chi Tak - Trespassing 2003 5:00
O individuo em um metro submerso na cidade, submetido a diversas sensações de invasão bacteriológicas e de percepção, que se sente influenciável pelos acontecimentos em torno do seu corpo.
Mark Chan/ Yu Fei Vanish 2003 5:00
A filmagem de uma projeção, onde a mesa media o processo entre imagem e palavra, fantasia e relações humanas, o andar da câmera como um caminho frágil da vida de um homem.
Wong Sau Ping/ Kong King Chu Seven Incredibles: From Aberdeen to Mongkok
Transito, percurso, banalização e procura de gestos, rostos que estão revelando suas inquietudes, seus tédios ou apenas sua condição de vida que procura oportunidade. Meta que anda repetidamente por uma mesma trajetória, circular e continua e talvez infinita.
Hwan NG/ Dung Kai Cheung The method of disappearance
A súbita relação entre as formas habitáveis de uma cidade e os resíduos da natureza que se circundam essas formas, sem incomodar nos grandes fluidos que se relacionam entre a condição artificial da vida, e a utopia necessária da natureza. Luz, ar, água como fluidos naturais e a maquina como reafirmação desses pseudo fluidos na condição da sobrevivência psíquica.
John Wong/ Shu Kei, The Man with the mobile phone.
A exposição do Hyper texto, como simultaneidade, e infinito da informação, a imagem da câmera dentro de uma outra imagem que fragmenta e expande a percepção da representação e a inclusão poética da impossibilidade da lágrima.
Ellen Pau/ Huang Canran For some Reasons
O diálogo entre foto e vídeo recorrendo a diversidade do tempo, numa mesma direção inicialmente, depois em direções alternadas, este vídeo brinca com as direções do movimento da imagem, além de efeitos especiais com a imagem, gerando incomodo e uma ânsia poética.
Total aproximado : 97 minutos.
|