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Pascal Liévre

mostram o universo de uma indústria cultural massificada, de fácil leitura. Ele apresenta grandes estrelas da TV envelhecidas — rostos que só poderiam estar fora da tela, uma vez que não dão audiência — musicais que banalizam os discursos políticos; filmes estilo Hollywood, produzidos para serem consumidos com voracidade; e um canal — como o da MTV — que homogeneíza toda a produção musical. Dessa forma, Pascal revela o discurso de uma cultura imediatista, pronto para ser consumido.

CV

Impakt Festival 2005,
vídeo Lisboa 2005,
Vídeoformes 2005 – Especial - Pascal Liévre.


mm não é confete

O coletivo mm não é confete apresenta um work in progress, com câmeras ao vivo complementar a sua "Performance-Vjing-Wireless", que dialoga com a idéia de paranóia urbana, controle e segurança, numa sociedade de terceiro mundo com alto índice de desemprego e problemas sociais (saúde, educação). Apresentam um homem-sandwich ou homem-placa (performer), representante de trabalhadores da economia informal, sem carteira assinada, que vive com seu corpo exposto na rua, como outdoor-publicidade ambulante e interativo. Esse corpo representado capta imagens ao vivo dos transeuntes, transmite-as para a mesa de vjing que, mescladas, são retransmitidas sem fio e em tempo real para a tela junto ao corpo da performer. O trabalho mmnehcft acusa os sistemas de poder de perseguição e de desconfiança. Para isso, elege ironicamente a frase: ”Sorria, você está sendo filmado”, como um ícone dessa situação, em que todos as pessoas devem supostamente demonstrar (falsa) alegria ao serem filmados em espaços públicos.

CV

*404 – Festival Internacional de Arte Eletrônica (2004 / Argentina / performance)
MAM - Rio de Janeiro (2004-2005 / Rio de Janeiro / instalação)
*VJ Itinerante - mixagens e projeções ao vivo e em tempo real nas construções pela cidade de São Paulo (2005 / São Paulo / performance)
iRAP-Nokia Trends, sob curadoria de Lucas Bambozzi (2005 / São Paulo / performance)

NiKlas Goldbach

Looping my barrio, retrata a arquitetura urbana de Berlim no verão de 2004, que, segundo o artista, não apresenta fragmentos de vida humana, pois suas áreas são extremamente limpas, seguras, com câmeras de vigilância por toda parte. Aquilo que ele chama de arquitetura conceitual não humanista apresenta uma Berlim fria, cuja cultura representa grandes interesses econômicos.

CV

*A-TV, Gallery Rush Arts, New York
*Transmediale, Berlin
*“Image Forum”, Goethe-Institut, Kyoto, Japan
*EMAF (European Media Art Festival), Osnabrueck, Germany

Paul Rowley & David Phillips

Paul Rowley (Irlanda) e David Phillips (Estados Unidos) exibem em Security fugue — um filme dos anos 1970 — situações de resgate que aludem a uma promessa de segurança total oferecida por grandes empresas de planos de saúde e seguradoras. Com equipes infalíveis que garantem a vida por um preço alto, essas empresas crescem porque apostam na venda de proteção contra os imprevistos de uma sociedade violenta; lucram com a promessa de segurança e, por isso, investem altas quantias no medo, perpetuando-o. Nessa linha de raciocínio, podemos encontrar relação entre todas as quatro instalações.

CV

*Dimplex Artists’ Award, museu irlandês de Arte Moderna.
*Golden Spire no San Francisco International Film Festival
*New Langton rts Bay Area Award para video
*Zemos:98 em Sevilla