LA ISLE

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TEXTOS - Dark Soul

"Vacas"

Dark Soul

Vacas são verdejantes e regurgitam o seu capim de cada dia entre a dor e o sofrimento, enquanto suas mandíbulas, cansadas da brisa nos olhos, se escondem por entre caminhos e devaneios que desvendam e desvelam-se no puro gozo do entendimento e na mútua reciprocidade de um tête-à-tête com o reflexo do rio. Lembro-me da casa dele que refletia nas margens e ainda a tenho em foto, só não sei em qual gaveta, mas eu tenho e mais de uma, pois o lago na verdade funcionava como um espelho que invertia, mas não deformava tudo aquilo que por ele passava. Flores vermelhas tornavam-se rosas mas igualmente belas, assim como os cavalos que nunca víamos mas sabíamos que refleteriam. O vulcão corria por entre os galhos com sua capa preta e mesmo com um pequeno tremor, eu era capaz de sorrir e me desfrutar de tudo aquilo que passava. Ovos caíam de árvores, enquanto os peixes vestiam seus óculos e sentavam-se na cadeira, desenrolando o novelo de lã, que em breve seria sua linha da vida, só que sem um olho e com um pouco de listras a mais, pois tudo que cresce lentamente, raramente fica torto e as pessoas insistem em dizer que gostam de cheiro de terra molhada mas eu discordo totalmente, porque só o odor de grama amassada que me faz realmente sentir lágrimas de puro suor enquanto tudo partia e eu corria atrás e por mais que tudo parasse e eu chegasse muito perto, eu não conseguia ganhar a corrida e foi só ajoelhando no chão e fingindo ser o que não sou, que consegui com que as portas, literalmente, abrissem pra mim, então tentei aquela minha carinha de emburrado, mas nunca funciona e um sorriso escapou e a melhor parte é que a meu mundo não é tão grande quanto parece, mas eu gostaria que fosse maior, pois só assim domaria o meu chapéu e conseguiria me equilibrar na cerca, enquanto o estrume dos patos se misturavam com a leveza imponderável do ser e as sombras cobriam todo o terreno onde nunca mais baterá o pesar de minha nívea luz.

Lembro quando eu era ainda e apenas um cactus em flor e o mundo florescia tal qual morango que desce corredeiras. Nunca se esqueça que enquanto há vida, sempre irá pela cidade ela existir por si mesma, pelo simples fato da reverberação espiritual catalizar pólos de eletricidade por onde de dentro de uma pequena caixa, microorganismos sairão e tentarão desvendar o que se esconde por detrás das cortinas que nada mais é do que o que irá lhes exterminar, então escolha sabiamente o que fará quando puxar o dedo, pois não há creme para todos e a sorte não bate duas vezes na sua porta, mesmo que o turbante não consiga se controlar e tenha a sua imagem embaçada por amadores feitos de cartolina, cola, sangue-suor, giz e purpurina de neon que adentra na lama e somente assim, faz girar helimélios ao redor de um copo de gym.

O chapéu de morte que perdeu o que foi devastado, não se erguirá e nos faz inclinar em direção a uma esfera estacionária que pode percorrer por entre diversos caminhos suspensos, para se atingir o barco que não se pode voltar atrás em termos de jogos eletrônicos e ciúmes desmedidos, já que a promessa foi desfeita desta vez, de modos diferentes por pessoas unidas pela carência de um disco amarelo que ziguezagueia na cesta de pão, enquanto desfila, ironicamente aceito pela crítica de confete em garrafas, de apenas mais um acidente que não era previsto desta vez e parentes perdidos por entre cantos sem quinas nem bandeiras sem pátria e mãos estendidas aos véus com os olhos fechados diante do que se entende como um palanque primordial para a compreensão do que é escrito sobre as paredes em fitas cor-de-rosa e maçanetas de energia, por um muro que não mais trás miséria, pois de modo muito singular está apenas dentro de nós e pelo qual eu fui meramente trocado, não sendo mais uma estrela que brilha no jardim, e sim o vermelho que não mais existe, embora meu sonho torto de reconhecimento excuso seja ser azul estampado no opaco de maneira a ressaltar a saliência infame do que poderia ter voltado ao pressuposto de um estado inicial em furta-cor, do atraso simultâneo entre incompetência cognitiva e falta de eloquencia e conseqüentemente, hipoteca de uma família, através do que você nunca mais poderá saber, a não ser que ache aquilo que foi tão precioso e ronca de modo a querermos esconder e saber que não podemos fazer com que percamos a confiança em nós mesmos e de certo modo num empreendimento de levantamento de gelo, pelo qual o cão que não toma refrigerante é humilhado, somente porque riu quando o barulho foi dito e jamais aceitarei o que é de riso comum, pois eu não quero ser mais um borrão escasso por entre pendências, e sim a razão pela qual há mistura de salsa.

A poeira corrói o que já é opaco e sem luz e ao pouco se dissipa, mas há um pequeno-ínfimo espaço de nada que por dentro de tudo se sobrepõe e por mais que nunca apareça, quando pode ser visto é de tal fascinação que se duplica em tamanhos diferentes no ouro em féu, que desnuda mentas, mentes e mentiras em índios e apenas há uma avalanche de pó de maracujá, que faz com que o saber ecoe nas injustiças e crueldade da incompetência desmensurada da capilaridade fotossintática de um sistema feito em escalar aquilo que pode haver de mais transitório, mesmo que aquele pequeno desvio possa significar a revelação publicamente conhecida que só não é de conhecimento daqueles que não querem enxergar que quatro furos não servem para quem não tem mais onde guardar informações e tinta de mariscos que me machucam o pé em duas ocasiões diferentes, porém em ambientes próximos, do modo de aparência, que me remete pela última, e espero que nunca mais, em ancoras; por isso digo a minha filha que a França é um exemplo a ser seguido, pois Deus também está nas frutas.

. Quer semente de tomate ?”

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