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por Erika Fraenkel
Na objectualização da obra, e a busca continua da operacionalização mental do objeto, somos obrigados a nos render, em nossa própria ignorância qualitativa em relação a
realização dessa monumentalização do pensamento.
O objeto, seu espaço ocupado e de novo o espaço realmente ocupado em termos de interesse do pensamento, podemos perceber o espaço físico, sensorial e de especulação da obra.
Primeiro o relativo espaço físico, depois o mais relativo ainda objeto, essa tênue relação do interesse do artista.
Então, apenas esse objeto e seu abrigo perceptivo, que seria o espaço que ele circunscreve, a sua considerável permanência nesse espaço ou melhor dizendo neste estado que ele apresenta, pois sofreu um recorte e esta expondo sua relativa significância e funcionalidade.
O objeto serve ao pensamento ofegante, glamuroso, tenso e meticuloso do artista.
Aquele que confere um novo “a priori’’ do objeto, um novo e recorrente entedimento do que se confere como objeto.
Esse objeto funciona, primeiro derretendo a sua própria condição, depois ele reafirma sua condição, permanecendo a frente e a deriva do trabalho.
O que acontece, depende dessa transação, essa transe ação, essa operacionalização constante, aonde a idéia, se rende ao olhar, e a projectil ação do lançador de mísseis, que esta presente no projeto táctil ,do assim ,considerado artista.
Não existe artista, sem obra, e sua obra e justamente esse corpo gelatinoso e esponjoso que despende de suas ações.
A condição seria, primeiro, querer agir, e compor transações, ora se este pequeno e único ser, que resolve, delatar sua experiência e expandir suas percepções.
O artista, deveria duvidar de toda afirmação e duvidar de toda a sede de resolução, de toda desesperada organização de pensamento dos críticos instantâneos e solúveis como leite em pó, onde o artista cola e acaba engolido e despejado, como algo funcional e incorporativo.
Quando essa formação de entendimento pode existir por uma verdadeira observação, uma observação e uma impressão do acontecimento em si, pois a injeção de referencias, dificulta a configuração da percepção do trabalho.
Determinados críticos já possuem uma substancia liquida própria para ser injetada no trabalho, mesmo esse com 10 minutos de vida, e com essa formula injetada, não permite uma química própria para o trabalho.
Ficando o artista dopado ,com essa injeção.
Esta substancia liquida , preparada nos laboratórios críticos ,prejudica a química que surge, e ate comparado a uma plantação, e o uso de inseticidas , deve este tal artista ter se precavido com essas dosagens , maciças de inseticida que prejudicam a formação da plantação.
O recheio de baunilha, imposto pelos críticos ,forca a entrada pela goela do artista, podendo ficar em estado letárgico.
Pressurizado e achatado, tem que procurar doses gradativas de oxigênio.
Assim o objeto permanece estremecendo nas tremulas ações do tal artista, que deve delimitar constantemente a dimensão de seus entendimentos, e reconhecer que tipos de transações realmente desova, e em cada desova escorre um liquido preto e grosso, que se impõe como um novo corpo.
Seria interessante sonhar com esse objeto, e pensar nos pressupostos funcionais do objeto suas significações, podendo enviar esse objeto para outro espaço afirmativo.
A autorização desse percurso só depende da variante chamada artista, pois seu vetor directivo apenas se mantém em curso desconhecido devido a sua mutabilidade e inquietude.
Érika fraenkel
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