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por Erika Fraenkel
Este Vídeo é para te dar sorte
Este Vídeo é para te dar sorte, somos antigos bárbaros, ou quase humanos, seres frágeis e fúteism, que buscam as lamentações de programas de auditório. A crueldade da nossa multiplicação designa nosso narciso trash, que demanda nossa inoperância mítico civilizatória.
A macdonaldização leva a condição de não conhecimento da nossa degustação, que engendra reconhecimento do conceito alimentação.
A má mac alimentação envolve um pressuposto de subordinação e amnésia cultural, onde a indiferenciação, pode caotizar nossa falsa unilateralidade. O uso cínico da violência das imagens pode desmembrar nossa identidade. A violência assassina, simplesmente se transforma em terror por si mesmo, que cega o olhar para o outro. Somos mortais e imune humanos, que seguimos os preceitos daqueles que distribuem as imagens, aqueles que distribuem aleatoriamente as imagens. A arte moderna abandonou a figuração do homem. Como figurar o homem hoje? Por que clonar nossa própria decadência de identificação?
O drama dos motoboys estão em nossas caras, por isso negamos. Estes seres que andam como nômades em meio a chuva e inundações, em pleno centro urbano, simplesmente para atender pedidos de donas de casa, que precisam de moto atendimento para suas pseudo necessidades.
A notória des-humanização e mais valia, sintomatiza a inadimplência dos caixa eletrônicos que fecham agora antes de 24 horas. A perda das 24 horas. Desapego-me de mim mesma e não me reconheço. Desorientação, falta de referenciais, desumanizada e electro - magnetizada, troco dinheiro por input eletrônico, troco pornografia por filosofia, troco sexismo por minha valorização, não me reconheço, sou um novo horizonte, um muro quebrado.
Aquele que nega a cultura do outro é incapaz de poder assimilá-la, ele é bárbaro. Os pais apagam, e os gurus seduzem. Quais são as estradas que levam ao mal? A falsificação da idéia de humanidade, leva a robotização de minha imagem. Perdi a minha imagem, e o espelho revela meu nick. Perdi o sentido da lei. As múmias são desenterradas das favelas, e os moradores se debruçam sobre as fossas. Estou a deriva, em desvio acomodativo.
O comportamento rotineiro e o monstruoso coexistem.
A particularidade individual, e seus valores intrínsecos, formam um casulo, que geram ansiedade. Os riscos da vida não são mais calculáveis.
Salvem nossa cotidianidade! Estamos com medo, medo de nossa imagem refletida, medo de olhar no espelho. A imagem, que é uma representação da imagem, é uma reíficação da realidade, uma construção ideológica. O que acontece comigo? O que acontece com você? Você gosta das imagens? Acha elas belas? Você se identifica, e se sente envolvido? Onde está o seu pensamento crítico? Você dorme... Este vídeo é para te dar sorte, este vídeo é para te dar sorte...
Érika Fraenkel
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