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por Erika Fraenkel
Uma referencia explicita, no vídeo féria forçadas, seria a violência, que hoje e experenciada em diversos níveis na sociedade, mas o vídeo faz referencia a seres infantis, que ingressam no crime, por uma grande exclusão e abandono perante a sociedade, dentro das vias capitalistas, sabemos, que esta exclusão já se encaminha, desde o momento em que existe falta de recursos de estudo, creche, emprego e saúde, que ao serem deficitários em relação ao fortalecimento do individuo, vão gerando abandono e impossibilitando a inserção, o áudio presente na tv, traz referencia nos noticiários de aflição ,que gera desconfiança e medo nas relações humanas, sugere desconfiança, preconceito e descrença, o relato de violência domestica, de mortes no espaço familiar, crise e tensão nas vias universitárias e publicas, todo esse torpor de vivencias urbanas, gera angustia e uma imagem de corpos duros e rígidos, que expelem a raiva e a rejeição com o outro, manifestações de movimentos coletivos, que tentam reacender a consciência do acordo de paz.
Ao nos encontrarmos passivamente como receptores da noticias e informações, que vem cada vez mais se espelhando e fragmentando, em seus contextos urbanos e familiares, vemos uma ausência imensa de elaboração desses acontecimentos ,que deveriam expor a fala de certos antropólogos, para uma extensa e continua reflexão ,que infelizmente essa reflexão se mantém em grau mais ativo, através do texto escrito a grupos específicos de especialistas ,enfim ,a banalização constante de maus tratos,indiferença ,e ao mesmo tempo ,um outro bloco presente na mídia ,de reparos, de cuidados com remédios de emagrecimento instantâneo ,aparelhos que concertam, e alinham esse corpo , o cabelo liso ,a pele puxada, a barriga dura através do aparelho elétrico,a arrumação instantânea do guarda roupa ,como mágica, e a arrumação desse corpo indesejável,que ao mesmo tempo é vitima de violência ,e se vê na obrigação constante de conserto, para endireitar a aparência ,e não relaxar nunca,a não ser com uma cerveja gelada.
Enfim, essa massificante imagem de violência, e de vendas de produtos para endireitar o consumidor, se refere no vídeo quando se manifesta o azul de Ivens Klein, em suas diversas tonalidades, para tratamento da imagem, com a busca da beleza da cor, sendo a câmera lenta, para gerar reflexão, e a sensação dos corpos em estado de agressão, e passividade, como acontece nas relações de mártir e opressor, entre exclusos e inclusos, que geram tensão permanente, ate mesmo, na referencia de um empresário seqüestrado, que seus maltratos são manifestos num vídeo gravado, e editado pelo próprio seqüestrador, e enviada em vhs, para a família, como pedido de resgate, onde essa vitima expõe, que se encontra endividada, e se compromete com uma nova divida, com o seqüestrador, em seu relato dizia, que o cativeiro havia se transformado, em férias forcadas, que ele há muito não conseguia realizar.
Érika Fraenkel
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