LA ISLE

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TEXTOS - Literatura

EGG

por Patrick

Eu estava com os meus ovos na boca no exato momento em que ela me ligou. Coincidência porque ela já deixou um cara sem um dos ovos. O cara sem ovo transformou a casa num bordel. Eu não queria ser o próximo. Engoli meus ovos e saí. Fomos a uma churrascaria. Um bar onde tem churrasco. Eu comendo carne e ela me olhando. Dizendo que não comia carne. É claro que ela come carne. De qualquer forma fingi que compreendia a opção vegetariana. E concordei que carne não prestava. Ainda no bar do churrasco ficamos bebendo cerveja. Que pernas ela tem. E que bunda. É perfeita. O rosto é de atriz pornô do leste europeu. Por alguma razão o sexo, a androgenia e o rock continuavam sendo nossa órbita segura. Mesmo com todos os problemas na entrada em Órbita. Mas isso só acontecia comigo. Ela passava numa boa por isso. Numa dessas tardes de sol, numa piscina mais gelada do que a cerveja, conheci duas amigas dela. Uma cortou os pulsos por acidente, e a outra batia na cara de uma garota que gritava paaai! enquanto apanhava. Essa amiga que gosta de uma briga nos deu dois convites para conhecer uma cama onde faríamos sexo em local público. Fomos, não ficamos muito tempo. Mas foi interessante. Nossa maratona sexual teria que ser adiada. Os dias seguintes se resumem em Cramps e OVNIS (UFOs, que seja) E eu ainda me entusiasmo toda vez que vejo um.


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